O que é lovemarks? Como criar uma lovemarks? Consegue imaginar as pessoas amando a sua marca? Como fazer isso? Vamos conversar sobre esse tema tão rico

Quando se cria uma marca o objetivo é apresentá-la ao público e mostrá-la agradável, amável ou simplesmente aceitável, sim, os objetivos variam, os esforços também, e como retorno, a forma como o público recebe essa entrega, essa marca, também é distinta.

No tocante desse post o que deseja-se saber é: é possível tornar uma marca amada pelo público, como se faz isso? Consegue imaginar as pessoas amando a sua marca?

Primeiro, o amor pela marca, diferente daquele lúdico dos contos infantis, não é à primeira vista, precisa ser criado, desenvolvido, e isso se dá através do relacionamento, ou daquele termo bastante utilizado nos últimos tempos o “engajamento”.

Para que uma marca se torne uma lovermarks ela precisa de tempo no mercado, se relacionar em todo o momento com respeito com os seu(s) público(s) para que essa relação gere amor, e esse amor chegue ao ponto de ultrapassar os limites da razão.

Isso é possível? Vejamos: pense em uma marca que você não abre mão … te dou um tempinho pra pensar … vale uma marca de valor expressivo (ex: Apple) ou possível a todos (ex: Havaianas), tendo em mente a sua marca favorita, aquela que faz seu coração “tremer” e te tira um sorriso inebriante quando descobre um lançamento.

Agora, que sabe que tem “coisa nova” vindo por aí, quais são os seus planos? Economizar para poder ter logo a sua? Esperar algumas horas na fila? Comprar assim que for lançado para mostrar aos seus amigos? Confesse, a sua mente borbulha só de imaginar.

É exatamente isso que acontece quando uma marca conquista o seu coração, quando ela se torna uma lovemarks para você, ela ocupa um espaço que não pode ser dividido com outras marcas. Ela consegue conquistar a fidelidade além da razão. E porque o termo “além da razão”? Porque neste momento torna-se impossível ou muito difícil verbalizar o significado da marca e desse amor que sente por ela.

De acordo com o neurologista Donald Caine “A diferença entre emoção e razão é que a primeira leva a ação, enquanto a segunda leva a conclusões.” Quando uma marca consegue conquistar o amor do cliente e se torna uma lovemarks, o cliente passa a se decidir pela emoção de ter algo da marca, de usar a marca, e de certa forma se sente “dono da marca”.

É um amor tão intenso e genuíno que mesmo quando a marca “errar”, a pessoa é capaz de perdoá-la, em determinadas situações podem sugerir formas/alternativas de solucionar o deslize. E isso é super positivo, pois fortalece ainda mais esse relacionamento.

Mas de onde vem a expressão lovemarks? O termo foi cunhado por Kevin Roberts, CEO mundial da Saatchi & Saatchi e autor do livro Lovemarks – O Futuro Além das Marcas em que afirma ser possível firmar um relacionamento/compromisso apaixonado entre a marca e o cliente por meio do conhecimento, que gera a cumplicidade e o amor.

Para Roberts “Tem que fazer com que as pessoas se mexam pelo raciocínio emocional”. E ninguém permite que você se aproxime o suficiente para tocá-lo, a menos que respeite o que você faz ou é”, e esse é o diferencial entre uma lovemarkrs e as outras.

Whang et al. (2004) através do estudo que realizaram aos consumidores da marca Harley-Davidson com o intuito de analisar a paixão pela marca, concluíram que o amor dos consumidores da Harley-Davidson assemelha-se ao amor interpessoal, um amor apaixonado, possesivo e altruísta.

É possível afirmar que na consciência dos lovemarks, a marca é sua propriedade e não dos fabricantes, produtores e/ou empresas. Quando criticam ou elogiam a marca, sentem como se fosse com ela.

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