A Toyota Motor anunciou hoje que vai instalar um sistema para interromper aceleração indesejada em todos os novos modelos de carros à medida em que procura limitar o dano ocasionado pelo megarecall anunciado nos últimos dias pela companhia.

Mas em declaração que não deve acalmar os parlamentares norte-americanos, o presidente da Toyota, Akio Toyoda, afirmou acreditar que o chefe da unidade norte-americana, Yoshimi Inaba, é a escolha lógica para uma audiência do Congresso dos Estados Unidos programada para o fim do mês.

Toyoda disse que planeja visitar os Estados Unidos em algum momento, mas que a hora mais oportuna precisa ser decidida.

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Toyoda fez se fez anunciar depois da empresa afirmar que irá reduzir produção nos Estados Unidos para se adequar à queda nas vendas no país, enquanto os órgãos reguladores iniciam uma investigação sobre o recall da empresa, que envolve mais de 8,5 milhões de veículos no mundo por problemas relacionados a freios e aceleração indesejada.

O recall foi um golpe na reputação da Toyota, calcada sobre qualidade, segurança e confiabilidade.

Até 34 acidentes fatais com veículos da Toyota são apontados como tendo sido causados por aceleração não intencional desde 2000, segundo queixas apresentadas a reguladores norte-americanos.

A agência de segurança em estradas dos EUA disse que acredita que cinco mortes estão relacionadas aos tapetes de assoalho dos veículos.

O aprimoramento no sistema de freios que a Toyota vai instalar em novos modelos, similar a usado por outras montadoras, corta o motor quando os pedais de freio e aceleração são pressionados ao mesmo tempo.

Toyoda afirmou que a maior montadora do mundo pode ter crescido muito rapidamente, negligenciando treinamento adequado da equipe para garantir que a qualidade não fique atrás da expansão da empresa.

A Toyota informou que vai instalar centros de treinamento para melhora de qualidade ao redor do mundo.

A montadora planeja interromper a produção em duas fábricas nos Estados Unidos por pelo menos 11 dias para ficar compatível com a queda nas vendas, pouco menos de uma semana depois de retomar a montagem de oito modelos nas seis fábricas norte-americanas.