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Uma técnica polemica e experimental que aplica o sangue do próprio individuo para tratar tendões, meniscos, ligamentos e fraturas tem atraído atletas e praticantes de exercícios que sofrem de problemas ortopédicos crônicos.

O método consiste em injetar na lesão o plasma rico em plaquetas ou PRP.

Médicos que realizam o procedimento dizem que ele estimula a regeneração e adia ou evita cirurgia. Por outro lado, especialistas afirmam que apesar de o PRP ter apresentado resultados iniciais interessantes, é cedo para saber se é seguro e benéfico a médio e a longo prazo. Portanto, não é aceito como rotina.



O método é simples. O medico coleta o sangue na veia do paciente, como num exame comum. Em seguida, esse material é filtrado, processado em uma centrífuga de alta velocidade, para separar os glóbulos vermelhos das plaquetas.

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Esta é a parte que interessa porque elas liberam proteínas e fatores de crescimento. Então a substancia é injetada diretamente na área doente.

Custo

A aplicação de 50ml custa cerca de R$ 3 mil, enquanto a cirurgia ortopédica, dependendo do tipo de queixa, varia de R$ 20 mil a R$ 30 mil.

Há relatos de que jogadores de futebol no Brasil foram submetidos a esse tratamento. Nos EUA, atletas de futebol americano e beisebol também testaram. Em alguns países, especialmente da Europa, o PRP é visto como doping.

“O PRP acelera a recuperação inclusive em fraturas, reduzindo a reabilitação. Principalmente em lesões de cartilagem, os efeitos são bons”, diz o ortopedista Carlos Henrique Bittencourt, coordenador da disciplina ortopedia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense e fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho e Artroscopia.

A injeção é segura, mesmo com retirada e reaplicação do sangue. O procedimento dura 30 minutos e não há risco de rejeições.