Criança gosta de animais, e quando esse animal é uma gato ou cachorro eles brincam, apertam, agarram, rolam juntos na terra, essa é uma cena fácil de ser percebida, mas cuidado.
Toda essa intimidade pode ser perigosa, caso o animal seja portador de toxocaríase, mal provocado por um parasita intestinal.
Apesar de os animais de estimação, em muitos casos ser muito bem cuidados, bem-educados, mas, se freqüenta pracinhas, não está 100% livre de suspeita.
Obs: Não é o contato direto que leva ao contágio, mas sim as fezes que contaminam o próprio ambiente onde a criança se diverte com seu pet.
A doença é causada por um verme chamado Toxocara SSP – no cão e Toxocara canis e no gato, Toxicara cati. Ele acomete especialmente os filhotes.
Entre os animais o mal costuma ser transmitido na gestação, pela placenta, por meio de larvas infectantes, ou na mamadeira. Eles ainda podem ser contaminados por ovos de parasitas depositados no solo ou pela ingestão de presas que também tenham engolido o verme.
Os sintomas são: choro contínuo, postura “pernas abertas”, abdômen distendido, pelo opaco e eriçado e outros aspectos relacionados a desnutrição. O problema pode levar a morte do filhote, por obstrução intestinal, quando a quantidade de parasitas é muito grande.
O tratamento é feito com vermífugos. Cães e gatos recém-nascidos devem seguir rigorosamente o calendário de vacinação e vermifugação, com a primeira dose deste ultimo medicamento aplicado em torno de sete dias de vida.
No ser humano os ovos do Toxocara canis produzem larvas que invadem a parede intestinal, penetram nos vasos sanguineos e linfáticos e atingem o fígado e os pulmões. Daí podem disseminar-se para vários outros órgãos, incluindo os olhos, onde causam uveíte.
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