O câncer de colo de útero é o tumor mais comum entre as mulheres no país, ficando atrás apenas do câncer de mama. A doença chega a causar 4.812 mortes por ano no Brasil, sendo que surgem 18.430 novos casos, anualmente.

O câncer é a proliferação desordenada e rápida de células alteradas do colo do útero, que tendem a invadir as estruturas vizinhas e disseminarem-se pelo tecido linfático.

Estudos apontam que quase 100% dos casos desse tumor são causados ou têm relação com o papilomavírus humano (HPV), sexualmente transmissível. Por isso, a prevenção principal é evitar a infecção pelo HPV, com vacinas da rede particular.

Também é preciso evitar fatores de risco, como inicio precoce da atividade sexual, ter vários parceiros, não usar camisinha, más condições de higiene, ter infecções e fumar.

Na maioria dos casos, a doença não tem sintomas, que surgem só em fase avançada, quando pode haver hemorragias ou infecções, levando a um odor ruim, com corrimento e dor.

O tumor pode ocorrer em idade mais precoce, mas, em geral, ocorre entre os 40 e 50 anos. Porém, as mulheres devem ir ao ginecologista para orientações desde antes de iniciarem a vida sexual.

O exame colpocitológico (conhecido como papanicolau ou preventivo) deve ser feito anualmente, principalmente a partir dos 20 anos até os 50.

Após os 50 anos, pode ser feito de dois em dois ou até de três em três anos, naquelas que sempre tiveram exames anteriores normais.

Após os 70 anos, o exame não é mais necessário, mas é importante que a mulher continue indo anualmente ao ginecologista, para prevenção de outros problemas, como o câncer de mama.

Em 100% dos casos descobertos precocemente, há cura.  O tratamento se baseia na cirurgia e na radioterapia, de acordo com o tipo de vírus e seu estágio. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior o sucesso do tratamento.

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