Para nutrir seus ovos, a fêmea (e só ela) não hesita em chupar nosso sangue de canudinho ou melhor, com o seu proboscis, a extensão da sua boca.
Por ser serrilhado, esse bico pontiagudo não se encosta direto na pele da vitima e, daí, passa quase despercebida pelos receptores nervosos.
Quando a pessoa sente, é tarde: a fêmea já se empanturrou de sangue, até porque aproveita o mesmo proboscis para injetar uma enzima anticoagulante que facilita a tarefa.
A enzima, porém, é encarada como um corpo estranho, chamando a atenção de células de defesa, que logo vão acudir. E,como elas correm pelos vasos capilares todas ao mesmo tempo, alguns deles se rompem, deixando escapar o seu liquido.
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O resultado desse vazamento é o edema, aquela bolota no local da picada, provocando também uma coceira de dar nos nervos.
Acredite: o sistema de defesa precisa de dois dias inteiros para quebrar a enzima do pernilongo em pedaços minúsculos, que são eliminados em seguida.
Ai os sintomas vão embora de vez. Antes disso você pode conseguir algum alivio com compressas frias ou, ainda, uma pomada antialérgica receitada pelo médico.

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