Chegar aos cem anos não será mais excepcional. Mais da metade dos bebes nascidos hoje chegara aos 100 anos de idade e com boa saúde.

A previsão é de um estudo europeu publicado pela revista médica britânica “The Lancet”, baseado no progresso contínuo dos índices de qualidade de vida, registrados principalmente nos países ricos.

Além de viver mais, a nova geração passará menos anos com deficiências e limitações físicas.

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A maioria dos países observou, no século passado, aumentos significativos (de mais de trinta anos) na expectativa de vida da população.

Os índices de mortalidade das nações com maior expectativa de vida – como Japão, Suécia e Espanha – sugerem que, mesmo se não houver avanços no sistema de saúde, 75% dos bebes chegarão, pelo menos aos 75 anos.

O estudo, uma revisão dos índices de expectativa e qualidade de vida, foi realizada pela equipe de Kaare Christensen, do Centro de Pesquisa do Envelhecimento da Universidade da Dinamarca, em Copenhague.

Nos países desenvolvidos, a expectativa de vida cresce há mais de 160 anos. E, segundo o estudo, não há previsão de que esse fenômeno acabe tão cedo.

Na década de 1950, as chances de chegar aos 90 anos de vida era de 15% entre as mulheres e 12% entre os homens. Em 2002, nos 30 países mais desenvolvidos, esses valores passaram para 37% (elas) e 25% (eles).

Como as pessoas vivem mais, a incidência de câncer e de outras doenças crônicas, como artrite e diabetes, está crescendo.

Também foi registrado um aumento de doenças cardiovasculares, embora os índices de mortalidade tenha diminuído.

Isso ocorre porque os diagnósticos têm sido feitos mais cedo, de maneira mais eficaz e os tratamentos avançaram muito, principalmente nas duas últimas décadas, quando houve avanços significativos da indústria farmacêutica e na Medicina em geral.